O megatsunami ocorrido no Alasca atingiu alturas próximas a 481 metros no fiorde Tracy Arm, no sudeste do estado. O evento foi provocando por um enorme deslizamento de rochas que caiu nas águas, gerando uma onda colossal. Estudo publicado pela revista Science sustenta essa explicação.
Pesquisadores creditam o episódio a um desmoronamento de encosta. Não houve registro de mortes, mas embarcações menores e equipamentos foram arrastados. A onda formou-se nas paredes estreitas do fiorde, alterando o cenário local.
Para reconstrução, a equipe combinou imagens de satélite, modelagem computacional, registros sísmicos e relatos de testemunhas. Marcas nas encostas indicam a altura da água, com árvores inteiramente arrancadas ao longo das encostas.
Mudanças climáticas podem ter agravado o deslizamento
O derretimento acelerado de geleiras é apontado como fator relevante para a instabilidade da região. O gelo atuava de suporte natural, e sua redução aumenta a vulnerabilidade de encostas íngremes.
Sensores sísmicos identificaram abalos antes do evento principal. Esses sinais ajudam a compreender padrões de instabilidade e podem fundamentar alertas antecipados para casos futuros.
O fiorde Tracy Arm recebe navios turísticos, elevando a importância de monitoramento geológico. Pesquisadores discutem integrar dados sísmicos em tempo real a sistemas de previsão de desastres naturais.
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