Na edição do São Paulo Innovation Week, que ocorre de 13 a 15 de maio, em São Paulo, especialistas anunciam que, com o avanço da IA, as habilidades humanas ganham peso. O foco é pensar criticamente, desenvolver inteligência emocional e refletir filosoficamente sobre a tecnologia.
Palestrantes destacam que a tecnologia não substitui o humano, mas transforma o modo de trabalho. A ideia comum é valorizar competências interpessoais e a capacidade de orientar, inspirar e motivar pessoas, mesmo em ambientes com automação crescente.
Daniel Goleman, psicólogo e escritor, afirma que a inteligência emocional é essencial no uso da IA. A habilidade pode ser desenvolvida em qualquer idade, o que fortalece a atuação humana ao longo da carreira.
Ciência
Brasileiros Marcelo Gleiser e Ivair Gontijo, além do norte‑americano Adam Frank, defendem o investimento público em ciência como fator estratégico. Frank enfatiza que uma nação na vanguarda apoia a ciência e a inovação.
Gleiser aponta que toda criança nasce curiosa e pode virar pesquisadora, desde que haja laboratórios acessíveis e ensino de qualidade. Gontijo acrescenta que esse ecossistema impulsiona carreiras em áreas técnicas e científicas.
Filosofia
Luc Ferry, da França, e Rebecca Goldstein, dos EUA, destacam a filosofia como ferramenta para lidar com dilemas da era tecnológica. Para eles, a reflexão crítica não pode ser substituída pela tecnologia.
Goldstein questiona se as máquinas pensam realmente e qual o papel da criatividade humana frente à IA. Ferry alerta para riscos das redes sociais e a necessidade de limitar seu uso pelos filhos.
Viés e polarização
Douglas Rushkoff ressalta a importância do letramento sobre IA para evitar decisões equivocadas e depender de algoritmos proprietários. O foco é compreender como funcionam as IAs gerativas.
Maria Homem comenta que algoritmos exploram vieses humanos, levando a bolhas de confirmação. Steven Pinker associa polarização a um viés de superioridade, defendendo uso crítico da tecnologia para ampliar a inteligência.
Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira, participa da agenda com um convite à mente aberta. Ela propõe explorar novas perspectivas e buscar oportunidades ao lidar com diferentes formas de pensar.
Luxo
Lipovetsky, teórico da hipermodernidade, e Diana Verde Nieto discutem luxo com significado, contexto e experiência. Ambos veem a valorização humana como elemento central diante de símbolos de ostentação.
Lipovetsky ilustra que itens de luxo tradicionais perdem apelo frente aos novos sentidos de valor. Verde Nieto reforça a importância de centrarmos o humano na experiência de consumo e na sustentabilidade.
O São Paulo Innovation Week é uma realização do Estadão, em parceria com a Base Eventos. A programação completa está disponível na página oficial do evento.
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