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Um mês após Artemis 2, entenda as dez fotos da missão ao redor da Lua

Após Artemis Dois, mais de sete mil registros fotográficos apontam que crateras lunares podem indicar minérios e gelo para futuras bases no Satélite

Superfície da Lua mostrando diversas crateras de diferentes tamanhos, com sombras que destacam a textura irregular do terreno. A iluminação vem da esquerda, criando contraste entre áreas claras e escuras.
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O Artemis 2, primeira missão humana a retornar da Lua neste século, completou o retorno à Terra há um mês. A nave trouxe milhares de imagens e observações coletadas durante o sobrevoo ao redor do satélite, ampliando o conhecimento sobre crateras e geologia lunar.

A Nasa divulgou que foram registradas mais de 7.000 imagens durante a missão, entre fotos da superfície e do eclipse solar. As crateras lunares aparecem como foco de estudo para entender potenciais usos, como mineração e retirada de água.

Entre os temas em avaliação estão possibilidades de instalação de bases lunares já na década de 2030. O objetivo é iniciar atividades de fabricação e extração no solo lunar, reduzindo a dependência de suprimentos terrestres.

Interesses comerciais e científicos

Especialistas ressaltam que o interesse pelo petróleo de recursos lunares cresce com a participação de empresas privadas. Para o astrônomo Marcelo de Cicco, a Lua passou a figurar como alvo de mercado, o que pode acelerar investimentos e pesquisas.

Segundo ele, a cooperação entre exploração comercial e ciência tem moldado os próximos passos. O que se vê é uma parceria entre inovação tecnológica e curiosidade científica para entender o potencial de recursos.

Crateras como foco de estudo

As bacias Orientale e Polo Sul-Aitken concentram observações estratégicas. São crateras com diâmetros superiores a 300 km, associadas a fluxos de lava e solos basálticos. Esses materiais indicam composição rica em minerais expostos por grandes impactos.

A finura da litosfera lunar em algumas regiões sugere que impactos enormes expuseram partes do manto. Isso levanta hipóteses sobre a disponibilidade de minerais úteis para a construção de infraestruturas no espaço.

Água e gelo nas regiões sombreadas

Especialistas apontam a possibilidade de depósitos de gelo em áreas profundas, onde a luz solar não alcança. No Polo Sul-Aitken, por exemplo, crateras muito profundas podem abrigar gelo com aplicações futuras para bases lunares.

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