O amíbia que consome o crédito da noticia foi encontrada em amostras de água de dois parques nacionais entre 2016 e 2024. O Naegleria fowleri, conhecido como a “amébia que come o cérebro”, foi detectado em partes de cinco locais populares no oeste dos EUA, em um estudo multinstitucional.
A pesquisa envolveu a US Geological Survey, a Montana State University e a Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, com publicação na revista ES&T Water, da American Chemical Society. Foram coletadas 185 amostras em 40 áreas termicamente ativas.
O objetivo foi avaliar a presença da ameba em parques nacionais icônicos e áreas de recreação, sem relatos de infecções associadas aos locais estudados até o momento.
Locais onde houve detecção
Em Yellowstone National Park, as áreas Boiling River, Firehole Canyon Swimming Area, Firehole River e Lewis Lake apresentaram Naegleria fowleri entre 2018 e 2023. Outras detecções ocorreram em Grand Teton, Lake Mead e em áreas de Newberry National Volcanic Monument.
No Grand Teton, três áreas termais de uso público mostraram positividade: Granite Hot Spring (2019), Polecat Hot Springs (2019-2024) e Huckleberry Hot Springs (2019-2024). Lake Mead, próximo a Las Vegas, registrou positivos entre 2018 e 2019 em quatro áreas termais.
Contexto e próximos passos
A ameba prospera em solo e águas quentes, e a entrada de água contaminada pelo nariz pode levar a infecção cerebral com alta taxa de letalidade, segundo o CDC. Entre 1962 e 2024, 167 casos de PAM foram registrados nos EUA, com apenas quatro sobreviventes.
Os pesquisadores destacam migração latitudinal da ameba e o papel das temperaturas mais altas. Recomenda-se ampliar monitoramento, melhorar gestão de riscos e intensificar campanhas de orientação à população sobre medidas preventivas.
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