A escassez de vacinas contra a clostridiose no Brasil acende o alerta na pecuária. Produtores relatam dificuldade para encontrar o produto e manter o calendário sanitário do rebanho, o que pode comprometer a prevenção da doença.
Especialistas apontam que a falta de vacinação eleva o risco de surtos e mortes súbitas em animais. Estudos indicam ainda que o Clostridium pode permanecer ativo no solo por décadas, aumentando o potencial de contaminação ao longo do tempo.
Com a seca em curso, a concentração de animais em confinamento aumenta, favorecendo a disseminação da doença. A previsão é de agravamento do cenário sanitário caso as vacinas continuem indisponíveis, reforçando a importância da prevenção como pilar do bem-estar animal.
A prevenção é destacada como base do bem-estar na produção agropecuária. Sem vacinação, o risco sanitário se propaga pelo sistema produtivo, impactando a saúde animal e a eficiência das práticas de manejo.
Carmen Perez atua como pecuarista e pesquisadora em bem-estar animal. Há 14 anos, coordena pesquisas na fazenda Orvalho das Flores, no Centro-Oeste, em parceria com o Grupo Etco da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Também presidiu o Núcleo Feminino do Agronegócio em 2017/2018.
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