Penelope recebeu a notícia de que estava grávida após dois anos e meio de tentativas. O casal, que pediu confidencialidade, descobriu que Samuel tem a síndrome de Klinefelter, com azoospermia em grande parte dos casos. A gravidez foi possível graças a uma nova técnica de IA.
O sistema Star, desenvolvido pela Universidade de Columbia, rastreia e recupera espermatozoides escondidos em amostras de sêmen de homens com infertilidade grave. A ideia surgiu para localizar células raras em meio a detritos celulares.
A equipe usa imagens de alta resolução e chips microfluídicos para escanear a amostra, com IA detectando espermatozoides em tempo real. A extração robótica os isola sem danificar o material.
Samuel passou por terapia hormonal e cirurgia de extração testicular. A amostra veio do tecido produzido pela cirurgia e foi analisada pelo sistema Star no laboratório de andrologia da Columbia.
Penelope coletou óvulos no mesmo dia em que a amostra de Samuel foi analisada. O sistema Star isolou oito espermatozoides que foram injetados nos óvulos, resultando em um embrião viável.
O bebê está previsto para o final de julho e pode ser o primeiro menino nascido com a ajuda direta da Star. A equipe já celebrou casos anteriores de nascimento bem-sucedido com a tecnologia.
Segundo a equipe da Columbia, o Star identificou espermatozoides em cerca de 30% dos 175 pacientes usados na prática até agora, mesmo entre quem era considerado azoospérmico. Em testes, a Star foi 40 vezes mais eficiente que a busca manual.
Profissionais apontam que a IA pode ampliar opções de fertilidade, mas ressaltam a necessidade de mais ensaios clínicos. Questões de privacidade, responsabilidade e acesso precisam ser esclarecidas.
Aparelhos de IA também são usados para dosagens personalizadas de hormônio na estimulação ovariana, além de aprimorar a seleção de gametas e embriões. Pesquisadores lembram, no entanto, que resultados a longo prazo exigem estudo contínuo.
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