O estudo preliminar avaliou uma terapia com células imunes modificadas para reconhecer o HIV. Em uma infusão única, duas pessoas alcançaram supressão viral indetectável, sendo uma por quase dois anos. A apresentação ocorre nos EUA, nesta semana, em Boston.
As células, extraídas de cada participante, foram geneticamente editadas para atacar o HIV e depois reinjetadas. Os voluntários interromperam a Terapia Antirretroviral no dia da infusão. Três mostraram algum controle do vírus a curto ou longo prazo.
O ensaio, conduzido pela Caring Cross, envolve pesquisadores e especialistas em imunoterapia. Os resultados destacam potencial da abordagem, embora o tamanho do grupo ainda seja muito pequeno para confirmação.
Sobre o estudo e método
A estratégia usa células imunes com duas moléculas na superfície que reconhecem o HIV e atacam células infectadas, com uma delas protegendo as próprias células do vírus.
Resultados iniciais e participantes
Três participantes iniciaram com controle parcial ou completo do vírus, em prazos de 12 a 92 semanas. Outros dois não responderam e retornaram à terapia antirretroviral. Um sétimo mostrou sinais de controle em 7 semanas.
Futuro e perspectivas
Os pesquisadores ressaltam que o estudo oferece “prova de conceito” para futuras pesquisas. A Caring Cross planeja estudo maior ainda neste ano e busca caminhos para produção mais acessível, com foco em escalabilidade.
Entre na conversa da comunidade