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Nova teoria afirma que a imaginação apaga o desnecessário, não desenha imagens

Nova teoria mostra que imaginar não acende imagens, mas filtra e apaga ruídos cerebrais para formar figuras mentais

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O cérebro não funciona como uma tela em branco. Nova teoria aponta que a imaginação é um processo de supressão de informações desnecessárias, não de desenho de imagens. Pesquisadores da University of New South Wales apresentaram a ideia em artigo teórico recente.

Segundo o estudo, as células do córtex visual não apenas acendem durante a visualização interna. Em vez disso, o cérebro atua filtrando ruídos, apagando sinais que ficam fora do contorno desejado para formar uma imagem mental.

Essa visão altera a compreensão sobre como a imaginação funciona na prática. Mesmo em silêncio, o cérebro produz atividade elétrica de fundo e usa inibição seletiva para moldar o que vemos mentalmente.

Como isso funciona na prática

A imaginação é comparada a um rádio que sintoniza uma estação. O cérebro, mesmo sem estímulo externo, gera atividade elétrica de base. Ao visualizar um quadrado, não acende detalhes precisos, mas bloqueia neurônios que fugiriam do contorno, reforçando a ideia central.

Essa inibição atua como um filtro: ao silenciar células dispersas, o cérebro permite que a imagem ganhe contorno e clareza na mente, mesmo com estímulos internos de fundo.

Afantasia e hiperfantasia: o que mais os pesquisadores encontraram

A teoria ajuda a explicar a afantasia, a dificuldade de formar imagens mentais, quando os freios inibitórios são fracos. O ruído de fundo impede a construção de uma figura compreensível.

Por outro lado, pessoas com hiperfantasia visualizam cenas com clareza e cores intensas. Nesses casos, o córtex visual suprime com eficiência a energia desnecessária, gerando lembranças com contornos nítidos.

A discussão científica sobre o tema já inclui revisões em publicações especializadas, como a Trends in Cognitive Sciences, que aborda os ajustes eletrofisiológicos nesse circuito.

Importância da descoberta

Entender o comportamento dos neurônios no processo criativo ajuda a explicar distorções visuais e traçar caminhos para possíveis aplicações clínicas. A inibição seletiva protege a sanidade ao distinguir entre fantasia momentânea e estímulo real.

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