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Estudo aponta decepção de hackers ao usar IA no crime

Estudo da Universidade de Edimburgo aponta que IA não aumentou a eficácia de golpes cibernéticos; impacto se restringe a automação simples, como bots e SEO

Hackers mais experientes também usam chatbots para responder a perguntas de programação
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A pesquisa avaliou a relação entre inteligência artificial e atividades criminosas. Examinou mais de 100 milhões de postagens em fóruns de cibercriminosos, reunidas pelo banco de dados CrimeBB, para entender se IA mudou o modo de atuação.

Os resultados, ainda em fase de pré-publicação, indicam que hackers demonstraram interesse em aprender sobre IA, mas não houve evidência de melhoria significativa nas ações criminosas com o uso da tecnologia.

Contexto da análise

O estudo partiu de conteúdos coletados em fóruns clandestinos e passou por análise manual após a triagem automatizada, buscando impactos práticos da IA sobre golpes e desenvolvimento de ferramentas.

Segundo a pesquisa, não houve registro de sucesso ao usar IA para aprimorar atividades de hacking, seja na formação de habilidades ou na criação de ferramentas mais eficazes.

Impactos identificados da IA

A pesquisa aponta que os efeitos mais comuns da IA em atividades ilegais aparecem em áreas mais propensas à automação, como a criação de bots para redes sociais, fraudes em SEO e a disseminação de sites falsos com fins comerciais.

Cita ainda que, entre hackers experientes, há uso de chatbots para responder perguntas de programação ou para gerar guias de consulta que ajudem na construção de código.

A análise reforça a necessidade de acompanhar evoluções tecnológicas, já que a IA tende a ampliar capacidades em atividades ilícitas, ainda que o ganho prático tenha ficado abaixo do esperado até o momento.

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