No ritmo de hard news, uma auditoria em 2,5 milhões de artigos biomédicos identificou um aumento expressivo de citações falsas nos últimos três anos. O estudo avalia 97 milhões de referências e localizou cerca de 3 mil artigos com referências inventadas, analisadas com auxílio de inteligência artificial para lidar com o volume de dados.
O trabalho, publicado na revista Nature, é apontado como o primeiro a medir a dimensão do problema na literatura biomédica disponível em bases de dados. Os resultados indicam que, em 2025, houve 12 vezes mais publicações com conclusões inventadas do que em 2023, sugerindo que a situação pode ser ainda mais ampla do que inicialmente identificado.
- O que aconteceu: aumento de citações falsas em revistas biomédicas.
- Quem está envolvido: pesquisadores, revistas científicas e instituições que hospedam as bases de dados.
- Quando: nos últimos três anos, com destaque para 2025.
- Onde: na literatura biomédica publicada e indexada em bases de dados.
- Por quê: crescimento associado possivelmente à participação de IA generativa na criação de referências.
A pesquisa levanta que essas citações podem contaminar diretrizes clínicas e afetar a credibilidade da ciência. Ainda não está claro se as falsas referências são criadas por humanos ou por sistemas de IA, mas o crescimento recente aponta para forte relação com ferramentas de IA.
Caminhos propostos
Especialistas defendem que revistas científicas implementem verificação automática de referências antes da revisão por pares. Universidades e centros de pesquisa também devem discutir o tema e reforçar códigos de ética para punir o uso de citações falsas.
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