Em março de 2026, a Nasa revelou um projeto dividido em três fases para estabelecer a primeira base humana permanente na Lua. O anúncio ocorreu durante o evento Ignition e foca em abrigar astronautas de forma contínua, servindo de ponte para missões em Marte.
A base ficará no polo sul, escolhido pela presença de gelo de água em crateras sombreadas e por áreas de luz solar quase constante, que garantem energia estável. A localização é estratégica para suprimentos, combustível e sobrevivência humana.
A trilha de implantação começa com a fase Build, Test, Learn, com missões robóticas para validar energia, comunicação e navegação em condições extremas. Em seguida, estruturas parcialmente habitáveis ganham espaço com apoio da JAXA, que fornecerá rover pressurizado.
Na etapa final, entra a base permanente. Itália e Canadá já firmaram acordos para módulos habitacionais e veículos especializados, com meta de ocupação contínua por astronautas. O custo total projetado é de até US$ 20 bilhões, envolvendo governo, parceiros internacionais e iniciativa privada.
O programa Artemis está no centro da empreitada. Artemis III, prevista para 2027, terá novo formato de testes em órbita, enquanto Artemis IV, em 2028, objetiva pouso humano na superfície lunar. A cada dois a três anos, novas missões devem ocorrer.
O que muda é o afastamento do conceito de Gateway. A Nasa decidiu suspender a estação orbital em favor do foco direto na base lunar, concentrando recursos para a presença permanente na superfície. Essa mudança de estratégia busca acelerar a presença humana estável na Lua.
A base lunar não é o destino final, mas um laboratório de campo para futuras viagens. Paralelamente, a Nasa desenvolve a Space Reactor-1 Freedom, uma nave com propulsão nuclear para levar humanos a Marte até o fim de 2028, com a Lua como trampolim logístico.
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