O cometa que ficou conhecido como Halley pode ter sido batizado por um motivo incorreto. Pesquisadores da Universidade de Leiden defendem que o objeto visto no passado pode ter sido identificado quase 700 anos antes por um monge medieval.
Segundo a equipe, o monge Eilmer de Malmesbury teria reconhecido, no século XI, que o cometa observado em 1066 era o mesmo que ele havia visto décadas antes, em 989. A reinterpretação parte de novos estudos sobre Guilherme de Malmesbury, cujos relatos eram pouco explorados.
Contexto histórico e protagonistas
Edmond Halley ganhou reconhecimento ao associar cometas recorrentes a órbitas semelhantes, sugerindo um retorno a cada 76 anos. O estudo atual questiona se a ideia de repetição já existia antes, na Idade Média, com observações que poderiam ser conectadas ao mesmo corpo celeste.
A Tapeçaria de Bayeux, que registra 1066, é citada como evidência cultural da época sobre os cometas. A hipótese em análise busca compreender como o entendimento de cometas evoluiu entre o período medieval e a ciência moderna.
Desdobramentos e próximos passos
A equipe de Leiden reavalia fontes históricas para sustentar a hipótese de atribuição incorreta de autoria ao nome Halley. A pesquisa continua para confirmar se houve, de fato, identificação do cometa como um visitante periódico no passado.
Ainda não há confirmação oficial sobre a revisão de nomenclatura. Especialistas ressaltam que mudanças nesse tipo envolvem reavaliação de fontes primárias e consenso da comunidade científica.
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