Durante estudo com ressonância magnética, pesquisadores analisaram como diferentes estilos musicais afetam o cérebro. O reggaeton mostrou maior ativação de áreas ligadas ao movimento, à antecipação de padrões e ao sistema de recompensa. O objetivo foi compreender efeitos neurológicos da música.
A pesquisadora principal foi a neurocientista Manuela del Caño Espinel, da Espanha. O estudo avaliou a atividade cerebral de participantes expostos a ritmos variados, buscando entender como o cérebro reage a previsibilidade rítmica.
O experimento envolveu 28 voluntários sem formação musical, em Tenerife, Espanha. Durante a audição de música clássica, eletrônica, folclore e reggaeton, foram feitas imagens por ressonância magnética para mapear a ativação cerebral.
Os autores sustentam que o reggaeton favorece a previsibilidade rítmica, o que mantém ativadas regiões cerebrais ao longo da música. Diferentemente de obras mais complexas, como certos Bach, com mudanças harmônicas, o ritmo permanece estável.
Outra descoberta aponta que o reggaeton ativa áreas motoras, mesmo com os participantes em posição imóvel. A ativação sugere que o cérebro prepara o corpo para acompanhar a batida, mesmo sem movimento visível.
Especialistas ressaltam que não há determinismo: efeitos emocionais e cognitivos variam conforme memória, contexto cultural e preferências. A música clássica continua associada a concentração, relaxamento e redução do estresse.
Os pesquisadores destacam que a música envolve múltiplas áreas do cérebro, independentemente do gênero. Emoções, memória, coordenação motora e linguagem costumam engajar-se de forma integrada durante a audição.
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