A utilização de inteligência artificial na saúde já chega a 18% dos estabelecimentos no Brasil, segundo a 17ª edição da TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet. A diferença entre públicos (11%) e privados (18%) é mencionada como ponto de atenção na adoção de tecnologias.
O especialista Rafael Altomare aponta que a IA pode gerar frutos significativos quando bem aplicada e com contextualização adequada. Ele reforça que a ferramenta funciona como complemento à prática médica, especialmente na organização de processos clínicos e na segurança digital.
Em relato de experiência, Altomare descreve como consultou uma IA para entender um formigamento nas mãos. A análise sugeriu três possibilidades, levando o usuário a procurar um médico com maior urgência. O neurologista consultado confirmou a necessidade de avaliação rápida, citando riscos de condições sérias.
IA como complemento à medicina
A favor da integração, o especialista afirma que a IA poderá consolidar dados e apoiar diagnósticos mais precisos. Hoje, o uso é visto como operacional, com ganhos potenciais na prática clínica quando a tecnologia for devidamente incorporada e treinada para a realidade local.
A visão para o futuro é de maior eficiência na coleta e na interpretação de informações. Com avanços, hospitais e clínicas poderão oferecer diagnósticos mais específicos, reduzindo tempos de espera e fortalecendo a segurança dos dados dos pacientes.
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