Durante a sétima temporada de escavações no sítio arqueológico de Láquis, em Israel, pesquisadores descobriram uma inscrição parcialmente preservada que pode ampliar o entendimento sobre a origem do alfabeto semítico antigo. O achado ocorreu em 2025, durante as ações de uma equipe internacional.
A participação incluiu o Museu de Arqueologia Bíblica do Centro Universitário Adventista de São Paulo (MAB UNASP), em parceria com a Hebrew University of Jerusalem, além de especialistas e voluntários da Seoul Jangsin University e da Universidade Adventista de São Paulo. O fragmento foi localizado na Área FF, no topo do monte de Láquis, no nível que corresponde ao fim da Idade do Bronze.
A peça foi encontrada em uma vala de descarte e data do último assentamento da Idade do Bronze, anterior à destruição da cidade por volta do século XII a.C. A inscrição, feita com tinta avermelhada sobre o rebordo de um jarro, apresenta o provável nome Baalšlṭ, sugerindo significados como “Baal governa” ou “Baal é vitorioso”.
Evolução da epigrafia
A escrita segue da direita para a esquerda, com traços que indicam um estágio avançado de padronização do alfabeto cananeu linear, precursor das escritas israelita, fenícia e aramaica. O artefato parece antever em cerca de um século outros registros da região.
Os pesquisadores destacam que a peça foi produzida em uma oficina local no sul da Palestina, o que desafia a ideia de que o alfabeto teve origem apenas na Fenícia. Além disso, a variação na espessura dos traços sugere domínio técnico já presente na epigrafia antiga.
Para a comunidade científica, o achado em Láquis oferece nova perspectiva sobre a evolução da escrita no Oriente Médio antigo e pode influenciar futuras pesquisas sobre as origens do alfabeto semítico. As informações são baseadas nas análises da equipe internacional envolvida na escavação de 2025.
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