Uma astrônoma italiana descreve a experiência de testemunhar dois eclipses solares totais que marcaram sua carreira. O primeiro ocorreu em Nashville, nos EUA, em 21 de agosto de 2017, durante a Grande Eclipsa Americana. O segundo aconteceu em Mazatlán, no México, em 8 de abril de 2024.
A pesquisadora relata ter viajado de Londres para Tennessee com o objetivo de ver o evento. No dia, o céu estava claro até o momento da ocultação total, quando a Lua cobriu o Sol pela última vez. Um pequeno clarão apareceu entre nuvens, minutos antes da totalidade.
Acompanhada do marido, ela observou a passagem da lua em frente ao sol por cerca de 50 segundos antes de ser interrompida pelas nuvens. Segundo relato, o silêncio tomou conta do local e a corona solar ficou visível aos presentes.
Eclipses que mudaram a percepção
Em 2017, a profissional descreveu sentir pela primeira vez a diferença entre 90% de cobertura e a totalidade, percebendo a magnitude do fenômeno. Ela afirmou ter visto pela primeira vez o efeito estético da corona e o impacto emocional do momento.
Em 2024, a dupla viajou para Mazatlán, na costa do Pacífico, para a segunda Grande Eclipsa Americana. O eclipse durou mais tempo, com a Lua cobrindo o Sol por mais de quatro minutos, em meio a uma corona menos extensa pela atual atividade solar.
A testemunha passou a se autodenominar uma “caçadora de eclipses” e já agendou novas viagens para observar totais em 12 de agosto de 2026, na Espanha, e 2 de agosto de 2027, com expectativa de duração superior a seis minutos.
A experiência histórica reforçou a valorização de observações astronômicas e a importância de locais com céu claro. A pesquisadora destaca a coincidência de tamanhos aparentes da Lua e do Sol, o que possibilita o fenômeno.
Entre na conversa da comunidade