Salt marshes, áreas de pastagens salinas inundadas por água do mar, armazenam carbono de forma muito eficiente. Um estudo recente mostra que a recuperação dessas áreas não compensa a perda de estocagem de carbono observada entre 2002 e 2019.
Os pesquisadores calculam uma queda líquida de cerca de meio milhão de toneladas de carbonoorgânico de superfície (SOC) em solos, equivalente às emissões de 6.600 carros de passeio no período. A maior parte da perda ocorreu em marismas maduras.
Grande parte da destruição está no Sul dos Estados Unidos, com a Costa do Golfo da Louisiana como epicentro regional. Furacões Katrina e Rita, em 2005, causaram danos significativos a áreas de marisma ricas em carbono.
A degradação prévia resultou na transformação de áreas úmidas em charcos descobertos. Além disso, milhares de poços de petróleo e gás contribuíram para impactos locais, conectados ainda a escoamentos de nutrientes da agricultura.
Em contrapartida, a Ásia aumentou quase 1 milhão de toneladas de SOC desde 2002, quase 75% desse ganho ocorrendo na China, que expandiu e restaurou áreas de marisma sem grandes perdas. Segundo os autores, o modelo chinês combina design de alto nível com implementação prática.
“China não apenas recuperou áreas isoladas, mas desenvolveu uma estrutura completa,” afirmou Xinxin Wang, ecologista de áreas alagadas. Ele acrescentou que o modelo é de baixo custo, rápido e aplicável a muitos países costeiros.
As marismas representam menos de 10% da superfície terrestre, mas armazenam cerca de um terço do carbono do solo global. Quando degradadas, liberam carbono que intensifica o aquecimento climático, destacam os pesquisadores.
Além de armazenar carbono, esses ecossistemas servem de habitat para peixes, caranguejos e aves migratórias, além de oferecer proteção contra desastres naturais e erosão costeira.
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