Nos Estados Unidos, uma empresa liderada pelo químico Omar Yaghi, vencedor do Nobel de Química de 2025, aposta em uma máquina capaz de extrair até 1000 litros de água por dia diretamente do ar. A tecnologia visa enfrentar a crise hídrica global em regiões secas e diante de falhas em redes de abastecimento.
A Atoco desenvolveu o sistema baseado em MOFs, estruturas metal-orgânicas que funcionam como uma esponja molecular. Em três etapas, o dispositivo captura vapor de água, o líquido é armazenado nos poros e, ao aquecer, a água é liberada na forma líquida.
Segundo a empresa, unidades com cerca de 6 metros de comprimento podem produzir até 1000 litros de água limpa por dia, desde que as condições sejam favoráveis. A tecnologia busca atuar como alternativa em áreas atingidas por secas extremas e desastres climáticos.
Como funciona
Os MOFs têm cavidades microscópicas que absorvem umidade do ambiente. Em seguida, as moléculas de água ficam presas nos poros internos. Por fim, o sistema aquece o material para liberar a água em estado líquido.
O processo é descrito pela empresa como eficiente em ambientes com baixa umidade relativa. A escala de produção comentada envolve módulos do tamanho de contêineres, o que facilita a logística de implantação.
Aplicações e Desafios
A máquina tem sido apresentada como solução complementar a redes de abastecimento, especialmente em regiões sujeitas a longos períodos de seca. A tecnologia ainda está em fase de testes em campo, com avaliações sobre custo, manutenção e eficiência em diferentes climas.
Especialistas destacam que a viabilidade depende de condições energéticas e de operação contínua. Também há estudos sobre a durabilidade dos MOFs e o impacto ambiental do ciclo de adsorção e liberação de água.
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