O que aconteceu é que a vida no seafloor da South Arran Marine Protected Area, na Escócia, triplicou desde a proibição da pesca de arrasto de fundo no local. O levantamento mostra aumento significativo de organismos bentônicos e de espécies.
Quem está envolvido: a pesquisa foi liderada pelo ecólogo marinho Ben Harris, da University of Exeter, e envolve equipe que mapeou a área protegida para comparar com águas próximas não protegidas.
Quando e onde: o estudo analisa a região da South Arran MPA, no litoral da Escócia, com dados coletados ao longo de quase uma década desde a implementação da proteção. A área é considerada uma das mais protegidas para o fundo marinho no país.
Por quê: a proibição do arrasto de fundo visa permitir a recuperação de comunidades bentônicas, que contribuem para o armazenamento de carbono e à restauração de ecossistemas históricos que prosperavam no fundo do mar.
Descobertas principais
A pesquisa registrou mais de 150 espécies em amostra de sedimento, incluindo representações de filos como Echiura e organismos construtores de conchas, como torres de caracol. Harris destacou o papel ecológico dessas espécies na melhoria do mosaico da região.
A equipe também observou que a atividade de espécies pequenas revoluciona os sedimentos, promovendo a renovação do ecossistema bentônico. A dinâmica é vista como fundamental para a produtividade e resiliência da área protegida.
Contexto histórico
Especialistas destacam que os fundos europeus já sofreram intenso arrasto por séculos, com grande parte do leito mostrando distúrbios físicos. Dados anteriores apontam que a maior parte do North Sea e Celtic Sea sofreu impactos significativos.
Estudos históricos indicam registros de ecossistemas marinhos ricos que não perduram atualmente, dificultando a comparação direta com o estado pré-industrial. Pesquisadores enfatizam a importância de entender o que havia antes para medir recuperação.
Perspectivas
A equipe estimou que, se aplicadas à região da MPA, as contagens observadas representam bilhões de organismos quando extrapoladas para o conjunto do bioma. Observa-se avanço na reconstrução de comunidades que antes eram comuns na região.
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