O cachalote é considerado o animal mais barulhento do mundo, com sons que chegam a 230 decibéis. O ruído ocorre em cliques rápidos, de cerca de 30 milésimos de segundo, usados para localização e aproximação de presas.
A informação combina dados biológicos com curiosidades midiáticas. Em 2024, uma participante do programa Domingão com Huck faturou R$ 100 mil ao responder corretamente que a cachalote detém esse recorde de volume.
O alcance do som não se limita aos mamíferos. No campo da comunicação oceânica, a cachalote lidera em decibéis, superando muitos outros animais aquáticos em intensidade sonora.
A potência da baleia-azul
Embora o pico seja da cachalote, a baleia-azul também é extremamente barulhenta. Suas vocalizações ultrapassam 180 decibéis na água, com sons graves que viajam por centenas ou milhares de quilômetros para comunicação de longo alcance.
A diferença entre os dois reúne frequência e alcance. Enquanto a cachalote emite cliques de alta intensidade, a baleia-azul usa sons graves distantes da audição humana para manter contato entre indivíduos.
Pequenos, mas estrondosos
Tamanhos não definem os estrondos sonoros. O camarão pistola, na costa do Pacífico, emite um estalo de 218 decibéis ao criar uma bolha de pressão que gera uma onda de choque capaz de incapacitar presas próximas.
Em 2021, cientistas descreveram a Danionella cerebrum, um peixe de apenas 12 mm. Ele produz sons acima de 140 decibéis, usados para comunicação e competição entre machos. Os relatos destacam a diversidade de mecanismos sonoros na natureza.
Outros animais ruidosos
Fora da água, outros animais chamam atenção pelo volume. O morcego pescador chega a 140 decibéis, com frequências acima de 20 kHz. O Kakapo da Nova Zelândia emite sons de 132 decibéis, ouvíveis a várias dezenas de quilômetros. O macaco Bugio registra uivos de 128 decibéis, alcançando até 5 km. Entre insetos, a cigarra atinge picos de 120 decibéis.
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