O comitê internacional responsável pela seleção de cenários para o próximo ciclo de avaliações do IPCC (AR7) retirou formalmente os cenários de altíssima emissão RCP8.5 e seu successor, o SSP5-8.5, da nova estrutura de modelagem, classificando-os como implausíveis. A mudança ocorreu em 1º de maio.
Os cenários projetavam emissões contínuas de combustíveis fósseis até 2100 e foram dominantes nas pesquisas climáticas e nas manchetes das últimas décadas, inclusive nos relatórios AR5 e AR6. Mesmo após a retirada, esses cenários permaneceram com uso histórico em estudos e debates.
No Brasil, a ministra do Meio Ambiente tem sido associada ao RCP8.5 em entrevistas e discursos, segundo a leitura de alguns observadores, para sustentar uma agenda de políticas públicas mais agressivas sobre mudanças climáticas. A retirada indica recalibração sobre o que se considera futuro plausível sem políticas.
Impactos científicos e comunicacionais
A exclusão do SSP5-8.5 marca um redesenho da forma como o IPCC enquadra o limite superior dos futuros plausíveis, com reflexos na comunicação científica e no debate público sobre risco climático para o AR7.
Repercussões nacionais
Especialistas destacam que várias medidas governamentais adotadas no Brasil se basearam em cenários agora considerados improváveis. A expectativa é de reavaliação de políticas que dependiam desses cenários.
O que vem a seguir
Analistas ressaltam a necessidade de alinhar políticas públicas com cenários plausíveis revisados. O tema deverá ganhar espaço em discussões sobre planejamento climático e metas futuras, sem conclusões precipitadas.
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