No início de maio, um cruzeiro que partiu de Ushuaia, Argentina, informou a morte de três passageiros. As vítimas teriam sido contaminadas pelo hantavírus, transmitido geralmente por ratos. O debate atual questiona a possibilidade de transmissão entre humanos, conhecida em casos específicos.
Especialistas destacam que a transmissão entre pessoas não é nova, tendo sido descrita em 2018 no estudo publicado pelo New England Journal of Medicine, envolvendo um surto na Patagônia argentina. A taxa de letalidade ficou em evidência na época, com casos de transmissão em cadeia.
Entre os detalhes estudados, a investigação de El Bolsón mostrou múltiplos casos secundários a partir de um único evento, com um paciente índice participando de uma festa. A análise apontou potencial transmissão por gotículas ou aerossol em ambiente de aglomeração.
Alguns especialistas contestam a conclusão de transmissão humano a humano, citando limitações de tempo de incubação e a possibilidade de contaminação no evento inicial por outros ratos. Estudos adicionais passaram a avaliar a robustez dessas evidências.
Um estudo de 2021, com participação de pesquisadores da Organização Pan-Americana da Saúde e da Unicamp, questiona a assertiva de transmissão entre pessoas a partir do estudo anterior. A divergência mantém o debate científico aberto.
Quanto ao papel de vacinas, a cobertura jornalística internacional aponta que a incidência de hantavírus nos EUA permanece baixa, com cerca de 890 casos desde 1993. Não há consenso sobre associação direta entre vacinas e infecção pelo hantavírus.
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