O painel no São Paulo Innovation Week discutiu o futuro do trabalho com foco em profissionais híbridos, em que a tecnologia amplia a performance humana. O evento ocorreu na quinta-feira, 14, durante o SPIW, com mediação do jornalista Marcelo Cosme.
Alexandre Pellaes, mestre em Psicologia Organizacional, apresentou um cenário em que entregas atuais seriam 80% conhecimento técnico e 20% IA. Ele questionou como as organizações avaliam o desempenho de profissionais híbridos.
Ricardo Cappra, cientista de dados, afirmou que não faz sentido separar IA de humano na prática cotidiana. Ele citou exemplos de aprendizado com IA que provoca mudanças na forma como as pessoas aprendem e constata que a identidade profissional pode se transformar.
Impactos na carreira e no aprendizado
Cappra discutiu a possibilidade de mudanças na remuneração e na definição de cargos quando parte das atividades é executada por máquinas. O pesquisador enfatizou a necessidade de ressignificar profissões diante da presença de IA.
Pellaes destacou que ainda não há clareza sobre as expectativas da sociedade em relação à IA no trabalho. Segundo ele, a visão comum é a IA facilitar o trabalho, sem reduzir a prática humana.
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