O episódio desta semana da Série Energia analisa o armazenamento gravitacional de longa duração como alternativa para enfrentar a intermitência na geração de energia renovável no Brasil. A pauta envolve a atuação de pesquisadores, iniciativas globais e o potencial brasileiro nesse campo emergente.
O conteúdo destaca que o armazenamento gravitacional não é novo em princípio, mas sua implementação comercial é recente. A primeira instalação comercial operacional fica na China, em Rudong, inaugurada em 2023, com torre de 148 metros e capacidade de 100 MWh. Blocos de concreto reciclado são elevados para armazenar energia.
Segundo o professor Fernando de Lima Caneppele, da USP, o sistema usa blocos de aproximadamente 35 toneladas que, ao descer, geram eletricidade por meio de geradores. A eficiência de ciclo completo é estimada em 80%, semelhante a usinas hidrelétricas reversíveis e superior a baterias de fluxo, sem autodescarga.
Panorama global
A China planeja adicionar cinco sistemas com 2 GWh de capacidade total. Na Europa, projetos franco-italianos, alemães, suíços e britânicos somam cerca de 200 MWh. Nos EUA, demonstrações comerciais ocorrem em Nevada, Califórnia e Colorado. O setor cresce próximo de 60% ao ano, segundo especialistas.
Potencial brasileiro
O armazenamento gravitacional estrutural pode usar torres, minas ou estruturas urbanas, ampliando a flexibilidade. O Brasil, com milhares de minas desativadas ligadas à infraestrutura regional, aparece como linha de estudo. A capacidade global potencial em minas abandonadas varia entre 7 e 70 TWh, dependendo da viabilidade técnica, aponta Caneppele.
O áudio completo da análise fica disponível no áudio da Série Energia, coproduzida pela Rádio USP com o jornalista Ferraz Júnior. A transmissão pode ser acompanhada pela FM 107,9, pela internet ou pelo aplicativo da Rádio USP.
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