O Paraná superou a devastação da Geada Negra, em julho de 1975, para emergir como referência nacional no café de qualidade. Com apoio científico e foco em grãos especiais, o estado prioriza qualidade e terroir, atraindo atenção de turistas e compradores.
A recuperação ocorreu com a atuação do IDR-Paraná, que investiu em plantas mais resistentes e adaptadas ao clima local. Agricultores passaram a adotar técnicas modernas, como secagem em terreiros suspensos e fermentação controlada, elevando o valor agregado.
A certificação por Indicação Geográfica (IG) e Denominação de Origem (DO) garante a singularidade do sabor. No Norte Pioneiro, Mandaguari e Serra de Apucarana, solos, clima e tradição resultam em lotes com notas de chocolate, caramelo e doçura acentuada.
Regiões de referência
O Norte Pioneiro foi pioneiro ao obter IG em 2012. Mandaguari e Serra de Apucarana conquistaram reconhecimentos recentes, com a Serra de Apucarana representando a 24ª IG do estado e cerca de 300 produtores envolvidos.
Turismo e cadeia produtiva
A Rota do Café, criada em 2009, leva visitantes a cidades como Londrina e Ibiporã, explorando lavouras, processo de produção e degustação. Marcas de outros estados também lançam linhas com grãos paranaenses para homenagear os produtores.
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