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Buraco solar gigante envia vento cósmico em direção à Terra

Buraco coronal transequatorial envia vento solar à Terra, ampliando auroras fora dos polos e podendo impactar satélites e serviços de GPS

Buraco gigante no Sol pode provocar auroras raras e afetar satélites na Terra. (Imagem: NOAA/GOES)
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Uma enorme formação na atmosfera solar, chamada buraco coronal, foi detectada por pesquisadores que monitoram o clima espacial. O fenômeno está direcionado à Terra e libera um vento solar mais intenso, com potencial de gerar tempestade geomagnética moderada nas próximas horas.

Especialistas acompanham a estrutura, que se estende entre os hemisférios norte e sul do Sol, cruzando a região equatorial. Buracos coronais transequatoriais costumam liberar fluxos de partículas mais fortes, aumentando a interação com o campo magnético terrestre.

As áreas de menor confinamento magnético da corona permitem que partículas energéticas escapem com mais velocidade para o espaço. Por apresentarem densidade e temperatura distintas, essas regiões aparecem escuras nas imagens de satélite.

Como o vento solar afeta a Terra

Quando o vento solar atinge a magnetosfera, pode ocorrer tempestade geomagnética. Nesse processo, partículas colidem com gases da alta atmosfera, gerando auroras visíveis em regiões afastadas dos polos durante eventos moderados.

As auroras resultantes aparecem em tons de verde, vermelho e roxo, dependendo das moléculas envolvidas. Em observações moderadas, fenômenos luminosos podem ser vistos em áreas menos tradicionais para esse tipo de espetáculo.

Potenciais impactos tecnológicos

Embora o evento seja principalmente visual, tempestades geomagnéticas podem provocar oscilações em redes elétricas, interferências em comunicações via rádio e falhas temporárias em sistemas de navegação por satélite, como o GPS.

A visibilidade das auroras depende de fatores climáticos locais e da estabilidade do campo magnético. Observações são mais recorrentes em regiões com pouca poluição luminosa, longe de grandes centros urbanos.

Especialistas destacam que, com o ciclo magnético solar em fase de aumento, episódios semelhantes devem se tornar mais frequentes nos próximos anos, tornando o monitoramento contínuo essencial para previsões e precauções.

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