Na capital mundial das abelhas, um casal brasileiro integra projetos para salvar as polinizadoras na Eslovênia. Letícia Salvioni Ansaloni atua desde 2022 na Universidade de Maribor, pesquisando a saúde das abelhas e o papel de extratos fúngicos como suplementos. Caio Eduardo da Costa Domingues, há cinco anos no país, acompanha estudos sobre os efeitos de agrotóxicos em colmeias.
O declínio das abelhas é um problema global, agravado por poluição, pesticidas e expansão urbana. A importância das abelhas para a agricultura é destacada por pesquisadores, já que grande parte dos alimentos depende da polinização para existir.
Na Eslovênia, país com cerca de 2 milhões de habitantes, a apicultura tem presença marcante na cultura. Estima-se que haja cerca de 10 mil apicultores e 200 mil colmeias no país. A ONU instituiu o Dia Mundial das Abelhas a partir de uma iniciativa local.
Identidade apícola
Domingues observa que a apicultura faz parte da identidade eslovena, destacando a presença de abelhas desde a infância até a velhice. O trabalho conjunto entre pesquisadores brasileiros e a comunidade local é visto como contribuição para a melhoria da saúde das abelhas por meio de métodos de manejo e nutrição.
Ansalloni ressalta que o foco da pesquisa é a saúde e nutrição das abelhas, com testes de extratos fúngicos para promover o bem-estar dos insetos. As atividades na universidade visam entender como diferentes substâncias afetam a imunidade e a nutrição das colônias.
Mais do que uma comemoração, o Dia Mundial das Abelhas celebra a importância dos polinizadores para a biodiversidade e a produção de alimentos. A data homenageia Anton Janša, pioneiro da apicultura moderna, nascido na região onde a prática já é tradição.
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