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Antigo oceano moldou paisagens observadas por dinossauros

O oceano Tétis, já extinto, pode ter moldado as montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros, por forças tectônicas

Antigo Oceano Tétis pode ter moldado montanhas asiáticas vistas pelos dinossauros. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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Um estudo divulgado na Nature Communications Earth and Environment aponta que o antigo Oceano Tétis pode ter moldado a formação das montanhas da Ásia Central durante a era dos dinossauros. A pesquisa questiona a primazia de mudanças climáticas e movimentos do manto na origem do relevo da região.

Os cientistas analisaram décadas de dados geológicos e identificaram evidências de que processos tectônicos ligados ao Tétis tiveram influência muito maior do que se previa. A hipótese é que a subducção dessas placas ativou zonas geológicas na Ásia Central, impulsionando cadeias montanhosas a milhares de quilômetros das áreas de colisão.

A pesquisa sustenta que as montanhas surgiram no período Cretáceo, com vales complexos já presentes para observação dos dinossauros que viviam na região. O estudo utiliza modelos de história térmica para entender como as rochas esfriaram ao serem erguidas.

Para reconstruir o passado, os autores combinaram dados de termocronologia, modelos tectônicos do Tétis, simulações climáticas antigas e movimentos do manto. A convergência dessas informações aponta para uma relação significativa entre o oceano perdido e o relevo.

Os resultados indicam que mudanças tectônicas associadas ao Oceano Tétis coincidiram com a formação montanhosa em Ásia Central. Na leitura dos pesquisadores, o impacto dos processos climáticos teria sido menor do que o esperado.

A abordagem empregada pode servir para explicar outros enigmas geológicos ao redor do mundo. Os autores sugerem que o mesmo método pode revelar detalhes sobre a separação entre Austrália e Antártica, estimada em cerca de 80 milhões de anos.

A constatação reforça a ideia de que a superfície terrestre é moldada por mecanismos complexos ao longo de centenas de milhões de anos. Mesmo oceanos que já não existem deixam marcas duradouras no relevo atual.

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