Cães treinados conseguem detectar compostos químicos ligados ao câncer em amostras de saliva, sangue, urina e até na respiração humana. Em testes experimentais, a precisão pode chegar a 95% ou mais.
Cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido conduzem os estudos para entender como o olfato canino identifica sinais do câncer antes de surgirem sintomas. A pesquisa foca em compostos orgânicos voláteis presentes nas amostras.
A hipótese central indica que o câncer altera o metabolismo celular, alterando o odor corporal por meio de VOCs. Essas substâncias estão em concentrações muito baixas, detectáveis com o olfato apurado dos cães.
Os cães possuem cerca de 300 milhões de receptores olfativos, em comparação com 5 milhões nos humanos, além de uma região cerebral olfativa mais desenvolvida. Tal combinação permite detectar moléculas em níveis mínimos.
Os resultados abrem caminho para novas linhas de investigação sobre diagnóstico precoce. Pesquisas futuras devem esclarecer aplicações clínicas, padrões de treinamento e limitações dos cães na detecção de diferentes tipos de câncer.
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