Na família das granadas, a uvarovite se destaca pela cor verde intensa, resultado da presença de cromo. É hoje uma das granadas mais raras e cobiçadas por colecionadores do mundo.
Descoberta em 1832 nos Montes Urais, na Rússia, a pedra recebeu o nome em homenagem ao estadista russo Conde Sergei Uvarov. O mineral se forma apenas em rochas serpentiníticas com forte alteração hidrotermal.
A principal vantagem é a cor verde vívida, semelhante às melhores esmeraldas. Seu grande desafio, porém, é o tamanho: cristais costumam medir menos de 1 mm, o que inviabiliza lapidação tradicional.
Propriedades e formação
A uvarovite tem fórmula Ca3Cr2(SiO4)3, dureza 6,5-7 na escala de Mohs e costuma ocorrer como drusas, ou seja, uma crosta de microcristais sobre a rocha hospedeira.
Mercado e uso na joalheria
Por não poder ser lapidada, a indústria trabalha com a rocha matriz inteira, cortando-a para manter a crosta de cristais. Placas brutas são usadas como pingentes ou pulseiras, preservando o brilho natural.
Outras fontes
Além dos Montes Urais, jazidas menores já foram encontradas na Finlândia, África do Sul e norte da Califórnia. Contudo, a produção em escala comercial é insignificante, limitando a disponibilidade no mercado.
Importância científica
Para mineralogistas, a uvarovite indica condições de alta pressão e a presença de cromo e cálcio na crosta terrestre. Para colecionadores, representa luxo natural que não depende de intervenção humana.
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