O Escritório do Cirurgião Geral emitiu um alerta sobre o tempo excessivo de tela entre jovens, associando uso prolongado a pior qualidade do sono, ansiedade, depressão, consumo de álcool e outros danos à saúde. A nota recomenda que crianças e adolescentes vivam mais a vida real e saiam ao ar livre.
O documento destaca redes sociais como principal preocupação, mas também cita chatbots de IA e plataformas de jogos de aposta como parte de um ecossistema digital que impulsiona o tempo diante da tela. A orientação orienta escolas a banir telefones em sala de aula e médicos a perguntar sobre uso da tela em consultas de rotina.
O anúncio ocorre em meio a ações do secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., que apresentará o relatório em evento na adolescência em Iowa, estado onde uma lei estadual limitou o uso de celulares em escolas no ano passado.
O texto foi produzido pelo gabinete do cirurgião-geral, cuja assessoria permanece vaga desde janeiro de 2025. A administração anterior teve mudanças, com substituição de indicados ao cargo. A nova indicada, Dr. Nicole Saphier, ainda precisa comparecer ao Senado.
Alguns estudos associam tempo excessivo online a danos de saúde mental, mas especialistas ressaltam que a relação não é simples. Pesquisas indicam que crianças com dificuldades já existentes costumam passar mais tempo na internet, o que não define causalidade.
Autores ouvidos pela comunidade científica ressaltam cautela na interpretação de evidências. Afirmam que não é possível afirmar de forma geral se o tempo de tela é prejudicial ou benéfico, destacando benefícios potenciais, como o surgimento de novas amizades.
Entre na conversa da comunidade