Durante anos, a perda de memória foi associada à morte de neurônios. Um estudo publicado na Nature Neuroscience em 2025 indica que parte do problema pode estar em neurônios vivos com energia insuficiente. Investigadores observaram esse efeito em camundongos com sinais de neurodegeneração.
A pesquisa envolveu equipes do Inserm, da Universidade de Bordeaux e da Université de Moncton, no Canadá. Os cientistas mostraram que elevar temporariamente a atividade das mitocôndrias, as usinas de energia celular, melhorou a memória em animais com comprometimento cognitivo.
A tecnologia usada para recarregar o cérebro
Para investigar a relação entre energia celular e função cognitiva, os pesquisadores desenvolveram a ferramenta mitoDreadd-Gs. Ela ativa proteínas mitocondriais para aumentar a produção de energia de forma controlada. Em camundongos, a energia celular retornou a níveis próximos do normal e houve melhora nos testes de memória.
Implicações para o entendimento da neurodegeneração
Os resultados sugerem que a falta de energia pode estar ligada aos déficits cognitivos da demência, não apenas às alterações clássicas como as placas de beta-amiloide e a proteína tau. Os cientistas também destacam a importância de fatores como inflamação, estresse oxidativo e disfunção mitocondrial.
Desdobramentos e próximos passos
Os experimentos foram realizados apenas em animais até o momento. Pesquisas futuras devem verificar a segurança e eficácia em humanos. Questões a serem respondidas incluem se o estímulo contínuo das mitocôndrias pode desacelerar a degeneração e retardar sintomas.
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