A Grande Pirâmide de Quéops, no Egito, pode ter resistido a terremotos ao longo de cerca de 4.600 anos devido à sua construção. Publicação na revista Scientific Reports aponta que características estruturais contribuíram para minimizar danos externos e internos frente a abalos sísmicos históricos.
A pesquisa analisou vibrações geradas por atividades humanas, ondas do ambiente e tremores próximos à pirâmide, em 37 pontos dentro da edificação e ao redor. A equipe liderada por Asem Salama observou dois padrões relevantes para a resistência do monumento.
Descobertas-chave do estudo
A maioria das vibrações registradas no interior, cerca de 76%, apresentaram frequência entre 2,0 e 2,6 hertz, sugerindo que a estrutura absorve trepidações de modo uniforme. Já as vibrações no solo externo mantiveram frequência próxima de 0,6 hertz, o que indica uma interação limitada entre solo e pirâmide durante abalos sísmicos.
Os pesquisadores destacam ainda que o material da edificação, o calcário, contribui para a resistência. O calcário é uma rocha relativamente rígida com centro de gravidade baixo, o que favorece a estabilidade durante abalos. Embora o estudo ressalte que não há confirmação de que o projeto previa atividade sísmica, esses fatores estruturais parecem ter influenciado a robustez da construção.
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