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China usa bondes sem fios aéreos há anos com intervenção humana

ART chinês opera sem trilhos nem fios, com intervenção humana, substituindo ônibus em várias cidades, com linhas em Zhuzhou, Xi’an e outras localidades

Imagem | Wikipedia
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O ART, Trânsito Rápido Ferroviário Autônomo, é uma tecnologia desenvolvida pela China que permite operar bondes sem trilhos e sem fios aéreos, com intervenção humana mínima. A iniciativa é liderada pela CRRC, fabricante chinesa de equipamentos ferroviários.

O piloto surgiu em Zhuzhou, na China, com o primeiro protótipo apresentado em junho de 2017. A linha comercial começou a operar na mesma cidade em maio de 2018, com 3,2 quilômetros de extensão. Hoje, o sistema já conta com nove linhas em cinco cidades.

Como funciona? O ART imita a forma de um bonde, mas usa um “trilho virtual” de marcações no asfalto, lidas por câmeras e sensores LIDAR. Um sistema de GPS complementa a navegação e facilita a condução em vias urbanas.

Expansão e casos de uso

Em Yibin, Sichuan, a adesão ocorreu em 2019 com uma linha de 17,7 quilômetros. Foram seguidas Xi’an, Yancheng e Yongxiu, onde o ART opera tanto como demonstração quanto como serviço comercial, em diferentes estágios de implementação.

O veículo pode ter até cinco vagões, atingindo cerca de 30 metros de comprimento e capacidade para até 500 passageiros. A velocidade máxima fica em torno de 70 km/h, segundo informações da fabricante, que destaca a economia de infraestrutura em comparação aos sistemas tradicionais.

Contexto tecnológico

A proposta do ART envolve reduzir custos com trilhos, catenária e manutenção. A leitura de marcações no asfalto, aliada a sensores e GPS, permite a circulação sem depender de infraestrutura física rígida. A China utiliza o sistema há mais de uma década em diferentes cidades.

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