Um novo tipo de mosassauro foi identificado por pesquisadores americanos, não um predador terrestre. Batizado de Tylosaurus rex, o animal foi um dos maiores mosassauros já registrados e dominou os oceanos no Cretáceo, com dentes serrilhados e até 13 metros de comprimento.
A descoberta teve início com a pesquisadora Amelia Zietlow, principal autora do estudo. Ela encontrou, em uma coleção menor, um fóssil indevidamente identificado como Tylosaurus proriger. Comparações com fósseis similares apontaram que outros exemplares em museus também estavam incorretos.
Entre as diferenças estão o tamanho, a dentição, o local de escavação e a datação. O proriger era menor, com dentição comum e encontrado no Kansas há cerca de 84 milhões de anos. O novo T. rex é maior, com dentes serrilhados, escavado no Texas e cerca de 4 milhões de anos mais jovem.
O fóssil principal permanece no Museu Perot de Natureza e Ciência, em Dallas. Descoberto em 1979, estudos indicam adaptações que fortalecem mandíbula e pescoço. O estudo sugere que o T. rex era mais agressivo do que outros mosassauros, inclusive da própria espécie.
Um tema recorrente destacado pelos pesquisadores é a dificuldade de evoluções dos mosassauros. O conjunto de dados sobre o grupo está desatualizado há cerca de três décadas. Parte do estudo envolveu reorganizar essas informações.
As conclusões foram publicadas no Bulletin of the American Museum of Natural History, resultado da parceria entre o Museu Americano de História Natural, o Museu Perot e a Universidade Metodista Meridional.
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