O câmbio automático ganhou espaço no Brasil, com mais da metade das vendas de zero-quilômetro ocorrendo desde 2020 sem pedal de embreagem. Mesmo assim, muitos motoristas ainda não operam o sistema adequadamente, especialmente em aclives, declives e serras.
Dirigir com o seletor apenas em Drive pode exigir desempenho maior do motor, gerando desgaste prematuro. O sistema não é indestrutível: o uso contínuo sem alternância de modos eleva temperatura do fluido e pode sobrecarregar freios.
Além de P, R, N e D, existem opções como L (Low) ou marchas 1 e 2. Em alguns modelos há comandos manuais atrás do volante ou a posição M, que limitam as trocas de marcha.
Como agir em subidas íngremes
Ao subir, manter D pode levar o carro a subir e descer de marchas, gerando aquecimento excessivo. Acionar L ou escolher a primeira marcha mantém o motor com rotação estável, oferecendo mais força sem sobrecarregar o câmbio.
Em descidas longas
Descer serras em D pode levar o veículo a ganhar velocidade rapidamente, exigindo frenagem constante. Optar por L ou reduzir manualmente ajuda o freio motor a controlar o ritmo, reduzindo o superaquecimento dos componentes de frenagem.
O uso apropriado das opções de mudança de marcha ajuda a preservar o sistema, evita superaquecimento e proporciona uma condução mais segura em aclives e declives. As orientações costumam valer para a maioria dos modelos com transmissão automática moderna.
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