Luciene da Silva, 46, deixou a atuação como operadora de máquina agrícola para trilhar a carreira de mecânica aeronáutica da LATAM Brasil. Ela trabalha em Brasília, mantendo linhas de aeronaves Airbus A319, A320 e A321 e assegurando segurança e eficiência das operações.
A mudança ocorreu em um momento significativo para o setor: o Dia do Mecânico Aeronáutico, em 24 de maio, celebra histórias como a dela, que reforçam o crescimento da presença feminina na manutenção de aviões no Brasil.
Natural do Tocantins e vivendo em Brasília há mais de 25 anos, Luciene sempre quis trabalhar com aviação. Em 2020 descobriu a função de mecânica aeronáutica, decidiu investir na formação técnica e enfrentar a transição de carreira.
Em setembro de 2023, ainda em treinamento, ingressou na LATAM como auxiliar de manutenção. Em outubro de 2025, foi promovida a mecânica aeronáutica, e hoje atua no recebimento de aeronaves, inspeções técnicas e resolução de intercorrências em solo.
Entre os destaques da trajetória, destaca o treinamento no LATAM MRO de São Carlos (SP), onde conquistou certificação para assinar tarefas de manutenção em aeronaves Airbus, marco que consolidou sua atuação.
Luciene é mãe solo, sustenta a família e inspira o filho de 19 anos, que já se prepara para ingressar no setor aeronáutico.
Formação Técnica e Diversidade no Setor
Para a LATAM, casos como o de Luciene evidenciam a transformação gradual do setor e a importância da qualificação técnica para a aviação brasileira.
A LATAM reforça seu compromisso com a valorização de talentos, buscando ambientes cada vez mais inclusivos, com competência técnica e desenvolvimento profissional.
Em 2026, o LATAM MRO de São Carlos completa 25 anos como polo de desenvolvimento aeroespacial, com 95 mil m², 9 hangares e 22 oficinas, atendendo até 16 aeronaves simultaneamente.
A LATAM Airlines Brasil é a única companhia com um Centro de Instrução certificado pela ANAC para formação de mecânicos aeronáuticos. A Escola LATAM de Mecânicos iniciou em 2024 e já soma mais de 200 alunos.
Neste programa, 32% dos alunos são mulheres, indicador de avanços na diversidade em um setor historicamente masculino.
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