O ICMBio e a Polícia Federal resgataram 69 ararinhas-azuis de um criadouro em Curaçá, Bahia, para protegê-las do circovírus. A operação visa impedir a disseminação da doença entre as aves.
Vistorias técnicas no ano passado constataram que as instalações de Curaçá não seguiam protocolos de biossegurança. As aves foram transferidas para área isolada e receberam cuidados especiais.
A ararinha-azul está entre as espécies mais ameaçadas do Brasil, com cerca de 700 indivíduos na natureza. O circovírus tem contribuído para a mortalidade na população restante.
A ação é coordenada por ICMBio, Polícia Federal e outras instituições de conservação, buscando a sobrevivência da espécie e a contenção do vírus.
Equipes especializadas em manejo de aves e um veterinário acompanharam a transferência e o processo de isolamento das ararinhas.
O ICMBio informou que continuará monitorando a saúde das aves e reforçando medidas de biossegurança nas instalações de criação e conservação.
A ararinha-azul foi criada em cativeiro na década de 1980, após ter sido considerada extinta na natureza. O objetivo é reintroduzi-la em Curaçá, no Brasil.
Resgates como este são considerados passos importantes para a preservação da biodiversidade brasileira e a continuidade de projetos de recuperação da espécie.
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