O setor de construção de edifícios superaltos tem adotado soluções de engenharia para reduzir impactos ambientais desde as fases iniciais. O Senna Tower, em Balneário Camboriú, passa a incorporar tecnologias que visam otimizar o funcionamento e diminuir desperdícios ao longo do ciclo do empreendimento.
O projeto é desenvolvido pela FG Empreendimentos, em parceria com as marcas Senna e Havan. A concepção incorporou estratégias de controle de emissões, resíduos e sistemas prediais desde o planejamento, visando desempenho estável e mitigação de impactos.
A integração entre engenharia, tecnologia e automação busca previsibilidade operacional e condições de manutenção ao longo do tempo, com foco na redução do impacto ambiental desde a fundação.
Soluções de eficiência no canteiro de obras
O canteiro adota um sistema limpa-rodas automatizado para evitar dispersão de resíduos, com lavagem acionada por sensores. A água é tratada e reaproveitada, e os resíduos são destinados a aterros licenciados.
O decantador de resíduos de tinta possibilita a limpeza de ferramentas e o reaproveitamento da água, reduzindo o desperdício de insumos. Cisternas industrializadas aceleram o cronograma e minimizam o entulho.
A fundação é customizada para as dimensões do edifício, representando uma evolução na engenharia nacional e aumentando a eficiência do projeto.
Indicadores e eficiência ambiental
O planejamento ambiental do empreendimento prevê redução de 70% na geração de resíduos sólidos, desde a execução até a operação. A emissão de CO₂ deve cair 40 ao longo do ciclo de vida.
O sistema de climatização (HVAC) usa gás R-32, com baixo GWP, em 100% do conjunto. A supervisão dos recursos (MEP) é total por meio de automação predial, para controle em tempo real.
A integração entre as áreas pretende permitir operação mais previsível e facilitar a manutenção contínua do edifício ao longo de décadas.
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