BMW vai introduzir pela primeira vez robôs humanoides na produção de carros na Europa. Dois modelos, criados pela Hexagon Robotics, devem atuar na linha de montagem a partir do verão. Atualmente, estão em fase de implantação de teste na fábrica de Leipzig.
Os robôs, batizados Aeon, têm 1,65 m de altura e peso de 60 kg. Podem atingir velocidade de 2,4 m/s e carregar até 15 kg por curtos períodos. Equipados com 21 sensores, incluem câmeras, radar, microfone e sensores de força e torque.
Na BMW, o treinamento combina teleoperação com simulação em um digital twin da planta, usando software da Nvidia. A área de gestão de processos e digitalização da empresa ressalta que a aprendizagem por reforço é central.
O objetivo é que Aeon desempenhe tarefas de alimentação de ferramentas e operações de pick-and-place na montagem de baterias, além de tarefas multifuncionais que não exigem mudanças frequentes de função. A ideia é reduzir esforço repetitivo e auxiliar na escassez de mão de obra.
O custo de automação é citado como fator decisivo. A BMW observa que o formato humano facilita a integração às linhas existentes, sem a necessidade de redesenhar entiremente a fábrica.
Panorama e impactos no setor
Outras montadoras já exploram robôs humanoides, como Toyota com Digit e Hyundai com Atlas. A adoção de equipamentos com mobilidade e adaptabilidade é tema recorrente na indústria, conforme analistas. A expectativa é que intercâmbios entre humano e máquina se tornem mais comuns nos próximos anos.
A experiência anterior da BMW com robôs em Spartanburg, nos EUA, mostrou que tecnologia baseada em IA lida melhor com variações de posição de peças. A diferença entre Aeon e robôs com rodas é que o Aeon pode se deslocar entre pontos de produção com maior flexibilidade.
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