Ao contrário de Machu Picchu, Choquequirao permanece inacessível por transporte turístico. A fortaleza inca só pode ser alcançada por uma trilha de montanha que exige dias de caminhada por desfiladeiros profundos, em meio a áreas de difícil acesso.
O isolamento geográfico ajudou a proteger o sítio durante a invasão espanhola no século XVI, quando saque e destruição foram comuns. As florestas de nuvens engoliram parte da planta urbana, preservando terraços e estruturas sob camadas de terra e raízes.
O complexo é considerado não apenas militar, mas também um centro administrativo e religioso voltado a controlar a bacia do Apurímac e a rota comercial rumo à Amazônia. As autoridades destacam estruturas públicas limpas pela mata.
A partir de escavações, foram identificadas áreas como a Praça Principal, a Casa dos Sacerdotes e aquedutos de granito que ainda canalizam água. Templos de observação solar situam-se na zona cerimonial.
A trilha de múltiplos dias é descrita como uma das mais desafiadoras da América do Sul, exigindo aclimatação em Cusco, uso de guias locais e planejamento para água e abrigos. O percurso testa altitude, frio noturno e calor nos vales.
Especialistas apontam recomendações para a travessia segura: aclimatação prévia, contratação de arrieiros para transporte e tratamento de água com pastilhas ou filtros. A preparação é essencial para evitar riscos.
No horizonte, o governo peruano avalia a instalação de um teleférico que cruzaria o cânion do Apurímac, conectando o topo da montanha à região moderna. A proposta equilibra turismo e preservação ambiental, gerando debate entre autoridades e comunidades.
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