O tan maxxing virou tema de debate nas redes sociais ao incentivar um bronzeado cada vez mais intenso, geralmente obtido com longos períodos de exposição solar. Dermatologistas alertam para riscos reais à saúde da pele, questionando a ideia de um “bronzeado saudável”.
Segundo a dermatologista Andressa Vargas, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, não existe um bronzeado saudável. A pele reage ao dano da radiação ultravioleta, o que torna o bronzeado uma resposta de defesa do organismo.
O tan maxxing ganhou força entre quem busca o tom mais intenso possível, estimulando maior tempo sob o sol para alcançar pele mais dourada. A prática aumenta a probabilidade de exposição exagerada e efeitos adversos.
Riscos associados à prática
A exposição prolongada ao sol provoca danos cumulativos e permanentes. Queimaduras, manchas, ressecamento e perda de elasticidade são comuns em quem se expõe sem proteção adequada.
A radiação ultravioleta pode afetar o DNA das células da pele. Com o tempo, o risco de lesões pré-cancerígenas e de câncer de pele aumenta, conforme avaliação da especialista.
O envelhecimento precoce também é destacado: rugas, flacidez e alterações de pigmentação podem aparecer mais cedo em quem não protege a pele.
Como se proteger
Para curtir o sol com menos risco, a proteção deve vir em primeiro lugar. Evite horários de maior radiação, entre 10h e 16h, e aplique filtro solar de amplo espectro com FPS 30 ou mais.
Replique o filtro a cada duas horas, use chapéu, óculos de proteção e roupas com proteção UV para reduzir a exposição. A combinação de medidas contribui para reduzir danos.
Bronzeado não equivale a saúde. A tendência pode trazer desgaste cutâneo significativo, com impactos que vão além da aparência. A prioridade permanece a prevenção e o cuidado com a pele.
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