O BYD Dolphin Mini recebeu uma atualização significativa na China, onde o modelo é vendido como Seagull. O hatch elétrico ganhou tecnologia presente em carros premium, incluindo um sistema de condução avançado e novos equipamentos. A novidade pode sinalizar o que chega ao Brasil no futuro.
A principal novidade é o pacote DiPilot 300, também conhecido como “God’s Eye B”. O sistema traz um sensor LiDAR instalado sobre o teto, aumentando a percepção de distância e a identificação de objetos. A configuração funciona junto a câmeras, radares e sensores adicionais.
Entre os recursos disponíveis estão frenagem automática de emergência, monitoramento de fadiga, leitura de semáforos e assistências para cruzamentos e rotatórias. Mesmo com as melhorias, a condução permanece no nível 2, exigindo atenção constante do motorista.
Além da tecnologia, o Dolphin Mini ganhou mudanças visuais e no interior. Rodas de 16 polegadas, lanternas em LED redesenhadas e novas opções de pintura compõem o visual. A cabine ganhou uma central multimídia flutuante de 12,8 polegadas com gráficos tridimensionais.
O pacote tecnológico não é o único avanço. Em termos de conforto, o modelo passa a oferecer carregador de celular por indução de 50W, bancos dianteiros aquecidos, ajuste elétrico para o motorista, chave NFC pelo celular e tecnologia V2L para alimentar equipamentos externos.
A parte mecânica permanece inalterada: motor elétrico de 75 cavalos e 13,8 kgfm de torque, com tração dianteira. Na China, há duas opções de bateria: 30,08 kWh com autonomia de até 305 km e 38,88 kWh com alcance de até 405 km pelo padrão CLTC.
No Brasil, a BYD não confirmou oficialmente a chegada dessas inovações. Historicamente, porém, muitas evoluções lançadas na China chegam a outros mercados posteriormente.
Perspectiva no Brasil
A possibilidade de o Dolphin Mini receber as novidades indica potencial melhoria na oferta de tecnologias acessíveis. O modelo atual figura entre os mais vendidos do segmento no Brasil, segundo a Fenabrave, com mais de 21 mil unidades emplacadas de janeiro a abril de 2026.
Se confirmadas, as atualizações podem ampliar a vantagem competitiva do hatch elétrico entre concorrentes que também buscam equilíbrio entre preço e equipamentos. A expectativa é de que a BYD avalie a demanda local antes de confirmar a implementação.
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