A fabricante britânica JCB prepara-se para retornar ao deserto de Bonneville, nos EUA, com oHydromax, um supercarro movido a hidrogênio. A meta: superar os 563,4 km/h do Dieselmax, alcançados em 2006, e estabelecer um novo recorde para veículos movidos a hidrogênio. A tentativa ocorre durante a Bonneville Speed Week, em Utah.
O Hydromax teve financiamento superior a £100 milhões e utiliza dois motores a combustão interna alimentados por hidrogênio. Cada unidade entrega cerca de 800 cavalos, totalizando aproximadamente 1.600 cv. A força é distribuída pelas quatro rodas via transmissão dupla e embreagem.
O veículo, com 9,75 metros de comprimento, foi desenvolvido a partir de motores já usados pela JCB em máquinas pesadas. A equipe promete redução de peso e melhoria aerodinâmica em relação ao Dieselmax, que ainda detém o recorde para diesel.
Andy Green, piloto britânico, volta ao comando. Ele é o único a superar a velocidade do som em terra com o Thrust SSC, em 1997, e levou o Dieselmax aos 563,4 km/h. Green participou de vários testes do Hydromax.
Desenvolvimento e parcerias
Além de superar o recorde do Dieselmax, a JCB busca estabelecer uma referência para hidrogênio em combustão. O melhor registro de um carro com motor a combustão alimentado pelo hidrogênio é 301,9 km/h, feito pelo BMW H2R em 2004. Entre veículos movidos a hidrogênio, o Buckeye Bullet 2 lidera com 487,4 km/h (2009).
OHydromax representa o ápice de uma linha de pesquisa que envolve mais de 150 motores de hidrogênio já produzidos pela JCB, usados em retroescavadeiras e outras máquinas. A fábrica fica em Derbyshire, na Inglaterra. O projeto recebeu apoio técnico de Ricardo e Prodrive.
Os testes iniciais ocorrerão no Reino Unido antes da viagem a Utah, onde a tentativa oficial será acompanhada pela FIA. A data prevista para o recorde é agosto, durante a Bonneville Speed Week.
Visão e impactos
A iniciativa é apresentada pela JCB como vitrine tecnológica. A empresa defende o hidrogênio como alternativa para aplicações industriais com alta autonomia e reabastecimento rápido, áreas onde a eletrificação enfrenta limitações.
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