Durvalumab, droga de imunoterapia, mostrou possibilidade de evitar cirurgia de remoção de bexiga em câncer de bexiga avançado, segundo estudo liderado pelo Institute of Cancer Research (ICR) em Londres. O ganho é reduzir recidivas e manter a bexiga em pacientes que receberiam tratamento com quimioterapia e radioterapia.
No estudo, 54 pacientes receberam a associação de durvalumab com quimioterapia e radioterapia, sem necessidade de cirurgia. Em 46 pacientes, o câncer não voltou após o tratamento, índice de 85%. Em comparação, sem imunoterapia, a recidiva fica em torno de 60%.
O ensaio é fase II e teve financiamento da AstraZeneca e da University of Birmingham. A pesquisa reforça a estratégia de tratamento combinado para câncer de bexiga agressivo, com foco em preservação da bexiga e qualidade de vida.
O pesquisador-chefe do ICR, Prof. Kristian Helin, afirma que a combinação com imunoterapia oferece melhoria de desfechos e reduz risco de recorrência já no primeiro ano. O objetivo é ampliar opções sem remoção da bexiga.
A Fundação Cancer Research UK comenta que a cirurgia radical pode trazer efeitos colaterais graves. A direção do ICR destaca que a abordagem pode representar mudança prática no cenário do câncer de bexiga, preservando função urinária.
A apresentação dos resultados ocorreu durante a reunião anual da American Society of Clinical Oncology, em Chicago, conferindo visibilidade internacional ao estudo. As descobertas devem ser replicadas em maiores ensaios para confirmação.
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