O Hidden Gem, navio incomum, partiu no final de 2022 para testar a ideia de extrair minerais valiosos do fundo do mar. A expedição mira a zona Clarion-Clipperton, no Pacífico, onde nodulos metálicos promissores se acumulam no leito oceânico. O objetivo é coletar naves minerais para suprir metais como níquel, cobalto e manganês.
A missão envolve lançar um veículo coletor a mais de dois milhas de profundidade, em uma das áreas menos estudadas do planeta. A experiência é acompanhada por críticas que destacam impactos potenciais sobre a vida marinha e a biodiversidade da região.
Contexto
A viagem surge num momento de debate internacional sobre licenças para mineração no alto-mar, principalmente nos Estados Unidos. A administração americana sinaliza acelerar permissões comerciais, enquanto governos concorrentes desejam padrões globais mais robustos. A novidade pode mudar o rumo do status quo.
A empresa por trás da operação, The Metals Company, é canadense e está na linha de frente da corrida pela extração do leito oceânico. Em 2022, o Hidden Gem realizou a primeira etapa, baixando o coletor a mais de duas milhas, onde o fundo é coberto por nodulos polimetálicos.
Desempenho técnico e impactos
O coletor succiona nodulos e gera uma pluma de sedimentos atrás da máquina. Ambientalistas alertam que esse material pode afetar a vida marinha. Relações entre sedimentação e ecossistemas ainda são objeto de estudo no Clarion-Clipperton Zone.
Os nodulos formam-se ao longo de milhões de anos a partir de detritos e rochas. A densidade de minerais no fundo é alta, gerando expectativa de produção de milhões de toneladas anuais caso o setor se confirme economicamente. Os testes mostraram produção inicial de cerca de 3 mil toneladas.
Desdobramentos e críticas
Críticos sustentam que a atividade de mineração no fundo do mar pode causar danos duradouros e deslocar espécies. Pesquisas independentes indicam reduções na abundância e diversidade de animais marinhos nessas áreas. A empresa contesta parte dessas avaliações.
Mesmo com licenças, o caminho para operação comercial é longo. Falta uma frota de navios mineradores e processos de refino em escala industrial. Grupos ambientais devem contestar licenciamentos na Justiça, e futuras administrações podem reverter apoios.
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