O cenário alimentar mundial caminha para dietas com mais plantas, mas a carne ainda domina. Relatórios recentes apontam que mudanças incrementais ocorrem, impulsionadas por preocupações com saúde e meio ambiente, porém o consumo global segue elevado.
A população encara ganhos de alternativas, com melhor textura e sabor. Em países ricos, proteínas vegetais disputam espaço com carne, e supermercados criam marcas próprias. Apesar disso, a demanda por carne permanece alta em muitos mercados.
Dados da FAO indicam que, globalmente, a ingestão de frango é seis vezes maior que há seis décadas, e o consumo de porco dobrou. A oferta de carne quase quadruplicou nos últimos 60 anos, mantendo a indústria no centro do sistema alimentar.
No âmbito internacional, há sinais divergentes. Na União Europeia, leis visam limitar nomes de origem animal para produtos plant-based. Já nos EUA, políticas promovem o consumo de carne em segmentos de saúde pública.
A maior parte do crescimento da produção ocorre em países de baixa renda, onde o acesso à proteína animal ajuda a enfrentar a desnutrição. Em nações ricas, cientistas destacam a necessidade de reduzir a ingestão, por questões climáticas.
Especialistas alertam para impactos indiretos de dietas baseadas em carne, como eventos climáticos extremos e resistência a antimicrobianos. A FAO projeta aumento no uso de antibióticos em animais nas próximas décadas sem intervenções.
O panorama mostra que, embora haja avanços significativos em substitutos, ainda falta reduzir o consumo de carne de forma geral. O tema permanece em evolução, com dados que variam conforme país e políticas públicas.
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