Nos dias frios, o banho quente costuma ser atraente, mas especialistas alertam para riscos à saúde. O hábito, se frequente, pode causar impactos na pele, nos cabelos e na circulação. A recomendação é manter temperaturas mornas e banhos mais curtos.
Segundo Arielle Nunes, coordenadora de Biomedicina da Faculdade Anhanguera Sorocaba, água muito quente retira a proteção natural da pele e favorece ressecamento, irritações e desconfortos. Pessoas com circulação comprometida devem redobrar a atenção.
Riscos à pele
O calor excessivo resseca a pele ao eliminar parte da barreira protetora. Isso pode gerar coceira, descamação e desconforto após o banho, especialmente com banhos longos.
Alergias e dermatites
Peles sensíveis, dermatites e alergias tendem a piorar com banhos muito quentes, com aumento da coceira, rubor e irritação.
Cabelos e couro cabeludo
O calor elevado também atinge o couro cabeludo, aumentando oleosidade, fragilidade dos fios e ressecamento das pontas.
Queda de pressão e tontura
A vasodilatação causada pela água quente pode provocar tontura, mal-estar e sensação de fraqueza, sobretudo ao levantar rapidamente após o banho.
Desconforto corporal e pele sensível
Mesmo sem histórico dermatológico, a água muito quente pode causar sensibilidade e coceira ao contato com toalhas e roupas.
Barreiras da pele e infecções
A barreira cutânea fica mais exposta a microrganismos e irritantes quando repetidamente exposta a água quente, aumentando a vulnerabilidade da pele.
Impactos respiratórios
O vapor intenso pode gerar sensação de sufocamento, principalmente em quem tem rinite, sinusite ou condições respiratórias em ambientes com pouca ventilação.
A orientação é clara: prefira temperaturas mornas e tempos de banho moderados. Pequenas mudanças na temperatura ajudam a preservar pele, cabelo e bem-estar geral, sem abrir mão do conforto.
Fonte: reportagem de Priscila Dezidério, com base em posicionamentos de especialistas e estudos sobre higiene e dermatologia.
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