Na Ásia, beber água gelada durante as refeições é pouco comum hoje. O debate sobre a temperatura certa envolve tradições milenares e evidências fisiológicas recentes. A prática oriental costuma privilegiar bebidas quentes, como chá, à mesa.
Em países como a China, o cenário típico não inclui gelo na água. O que se vê é chá verde ou caldo, acompanhando as refeições há séculos. A explicação vai além de costume: há fundamentos fisiológicos por trás dessa escolha.
A temperatura da água pode influenciar a motilidade gástrica, o esvaziamento do estômago e o funcionamento dos músculos do sistema digestivo. Pesquisas atuais sinalizam impactos que merecem atenção, ante um hábito amplamente difundido no Ocidente.
Origem do debate
O assunto chegou ao Ocidente pelo TikTok, revelando uma tendência chamada Chinamaxxing, ou “Tornando-se Chinês”. Influenciadores mostram água quente como aliada da digestão, do inchaço e da energia, ampliando o interesse público.
Segundo o The New York Times, a água quente ganhou força como tema de bem-estar online. A popularização não é fruto de conferência médica, mas de redes sociais e de curiosidade sobre hábitos de vida asiáticos.
Especialistas ressaltam que a discussão envolve nuances científicas. Dados incompletos e contextos variados apontam para uma leitura cautelosa, sem descarte de evidências, que ainda está em construção.
Entre na conversa da comunidade