Joseph Lubin, CEO da Consensys e cofundador do Ethereum, afirmou que a rede pode evoluir para um protocolo totalmente baseado em provas de conhecimento zero (ZK) em três a cinco anos. A declaração foi dada durante entrevista ao The Block.
Lubin mantém o foco no roadmap centrado em rollups, mas defende que a camada base precisa ficar mais rápida, barata e eficiente sem comprometer descentralização, segurança ou resistência à censura. O objetivo é que a mainnet combine escalabilidade e princípios essenciais.
A ideia é fortalecer a camada principal com provas ZK, facilitando a interoperabilidade entre Ethereum e redes de segunda camada (L2). Hoje, a fragmentação de liquidez entre diferentes rollups é um entrave para usuários e desenvolvedores, exigindo bridges e atrapalhando a experiência.
Da fragmentação à convergência
Lubin descreve a fase atual como de convergência, após uma etapa de divergência impulsionada pela expansão de varios rollups. Redes como Linea, da Consensys, e Gnosis já utilizam provas ZK para permitir composições síncronas entre redes distintas, segundo o executivo.
A visão é chegar a um ambiente de execução atômico, em que ativos se movam entre redes baseadas em Ethereum sem depender tanto de bridges tradicionais. Assim, a liquidez pode ser unificada de forma mais eficiente, afirma.
A Consensys desenvolve também a Besu, implementação do Ethereum utilizada por instituições como Citi, DTC e BNY Mellon. Lubin comenta que redes corporativas podem se conectar de modo mais fluido ao ecossistema maior à medida que a tecnologia avança.
Mesmo reconhecendo a fragmentação provocada pelos rollups, o executivo diz que ela foi necessária para testar caminhos de escalabilidade. A ideia é evoluir para uma arquitetura modular, com execução ocorrendo em ambientes diversos.
Entre na conversa da comunidade